Na primeira impressão, que é distribuída fora de São Paulo, a manchete é negativa ao governo federal. Na segunda, a verdade sobre a violência no estado governado por tucanos há quase duas décadas.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
PT, PMDB, PCdoB, PRB e outros, na reta final dos acordos
Com a escolha de Fernando Pimentel, como nome do PT a ser proposto aos aliados para a disputa do governo de Minas, encerra-se um ciclo do processo de definições políticas. Agora, o passo seguinte será a discussão do palanque único e da definição do nome que liderará a chapa majoritária no estado.
Além do nome para governador, temos as indicações para as vagas do senado (e respectivas suplências) e a vice-governadoria. Além de Pimentel, Hélio Costa, Patrus Ananias, outros podem compor o projeto.
Todos os partidos que podem participar dessa aliança e todas a lideranças tem plena consciência de que vivemos uma oportunidade única: oferecer a Minas a oportunidade de implementação de um projeto pós-neoliberal. Ao invés de ser um mero pós-fulano ou pós-beltrano.
Além disso, podemos oferecer à candidatura Dilma Rousseff uma base de apoio no estado, que nem Lula nas vezes anteriores teve.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
O desemprego e o jornalões
As capas dos principais veículos da mídia comercial do Brasil desconheceram um fato importante para a economia brasileira: a boa notícía de que o desemprego em Março de 2010 registrou o menor índice percentual desde 2002.
É evidente que - de forma discreta - tiveram que noticiar o fato. Mas não lhe deram a devida importância.
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 7,6% em março. A menor desde que a série começou a ser medida, em 2002.
Enfrentando com altivez a crise financeira internacional, o Brasil gerou no ano passado, com crescimento zero, 990 mil empregos. Este ano as previsões oscilam entre 1,6 milhão e 2 milhões de postos de trabalho a serem criados. Em relação a fevereiro de 2009, a queda do desemprego foi expressiva: 1,4 ponto percentual. A população desocupada recuou 14% em relação a março do ano passado. Já os trabalhadores com carteira assinada crescem 7,2% na mesma comparação.
Isso confirma previsões de que o Brasil está melhor posicionado para sair da crise e estimula a que empresários evitem posturas defensistas nesse momento e apostem no crescimento da economia.
Que os jornalões não destaquem esses dados positivos, todos compreendemos: estão engajados na campanha eleitoral. E esses números, na opinião dos respectivos proprietários ajudam o governo Lula e sua candidata.
Porém, prestam um desserviço ao país, já que há uma dimensão psicológica na economia, que ganha dinanismo com indicadores positivos.
Para variar, a "Folha de São Paulo" destaca em manchete de capa a alta dos juros. Mesmo assim a diferença teve de ser notada: é a primeira alta em 19 meses. Mais uma boa comparação a ser feita com o governo FHC.
terça-feira, 27 de abril de 2010
PCdoB alerta para o "tempo" dos partidos
O deputado Carlin Moura, do PCdoB, em pronunciamento nesta terça-feira, na tribuna da Assembléia Legislativa, alertou a toda militância partidária e social que sustenta o governo Lula, para não se impressionar com certa cobertura de parte da imprensa regional e nacional, que explora a suposta "demora" dos partidos pró-Dilma, em fecharem um acordo em Minas.
Cada partido tem seu tempo e seus processos, destaca Moura. O PMDB já tem candidato. O PT definirá o seu nas prévias e, a partir daí, as negociações entrarão em outro rítmo. O PCdoB, que defende palanque único de apoio a Dilma em Minas, não lançará candidato ao governo e cumprirá importante papel no entendimento das forças identificadas com o projeto de continuidade das conquistas do governo Lula.
Em reunião com Hélio Costa, a deputada federal Jô Moraes antecipa que, independemente do nome, é necessário que os partidos discutam um programa que represente a superação dos 8 anos de neoliberalismo que marcaram os dois governos de Aécio Neves. E isso pode ser feito desde já.
Carlim Moura vai mais longe: Minas deve deixar de ser um "mero exportador de commodities" e ter um projeto de desenvolvimento próprio.
Segundo o PCdoB, o caminho da unidade exige uma sólida discussão programática.
Sobrevivendo na “Cidade” Administrativa
Outra semana de aventuras. Servidores públicos e terceirizados passam por múltiplos desconfortos no Parthenon da dupla Anastasia/Aécio: carros arrombados, muitas vítimas da dengue, intensa atividade aeróbica para se alcançar os banheiros, “piques” constantes na energia elétrica, apagões do ar condicionado, computadores travados, problemas nos elevadores, na alimentação, refeitórios inadequados, estacionamento limitado, enfim, tais constrangimentos, depois de dois meses da inauguração, são os sinais de que, com 16 mil servidores lá, as coisas não serão muito agradáveis.
É bom lembrar que cada "apagão" do ar condicionado "gera" um direito adicional aos servidores: como ninguém pode sobreviver na estufa, só resta ir para casa, antes de completar a jornada de 06 horas.
Para alívio de Aécio e Anastasia, a lotação completa da "Cidade" só ocorrerá depois das eleições.
Sob o mando de uma empresa de consultoria chamada Accenture, que é responsável por “implementar o modelo de gestão da Cidade Administrativa”, as coisas parecem não evoluir.
As sugestões dos servidores, amplamente noticiadas pelos “consultores”, chegam ao limite do hilário: criar um setor de achados e perdidos, demarcar o estacionamento com letras e números, definição de um ponto de parada dos ônibus “para que os servidores possam pegá-los”. Ainda bem, né. Imagine criar um ponto de parada que não tivesse o objetivo de pegar passageiros. Sinceramente, isso tudo é noticiado pela Agência governamental, como se fossem esses os problemas. Querem passar a idéia de que os problemas são apenas de adaptações e ajustes. Não é bem isso que pensam os servidores e frequentadores da “Cidade”.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Mídia tucana ignora realidade
Deu no jornal Valor Econômico (15/04): 2010 pode registrar o maior crescimento do PIB desde 1986. O primeiro trimestre, em termos de taxa anualizada, indica 8,4%. O pessimistas falam que o índice dificilmente será menor do que 6,4. O ministro Mantega aposta em 7%. Outros especialistas do "mercado" confiam que o PIB 2010 ultrapassará os 7,49% registrados na época do plano Cruzado.
No mesmo dia, para desespero da mídia tucana, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi também divulgado para o primeiro trimestre: mais de 650 mil novos empregos foram criados.
Os comentaristas políticos, sem exceção, foram muito "econômicos" ao repercutir essas e outras notícias. Como por exemplo os acordos e protocolos firmados na reunião dos Brics (Brasil, Índia, Rússia, China) realizada em Brasília, também no dia 15, que receberam o evidente desprezo da midia colonizada. Buscando referência em analistas europeus, sobretudo da Inglaterra, a imprensa colonizada procurou desqualificar o evento.
Também pudera, com as dificuldades de José Serra em angariar apoio para além do Roberto Freire (PPS), Rodrigo Maia (DEM) e Roberto Jefferson (que nem leva o PTB junto), repercutir eventos positivos significa ampliar os percalços do candidato tucano.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
IPSEMG: outro calote!
Pela quarta vez o governo tucano de Minas tenta consolidar o calote dado por governos anteriores, em prejuízo do funcionalismo. Trata-se do PLC 35/07 que autoriza uma esquisita quitação de dívida do Estado com o Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (IPSEMG), na qual o estado se propõe a "pagar" débitos referentes a precatórios de responsabilidade daquela entidade, em troca de dar como superada sua dívida com a mesma.
Alto lá!
A conversa não é bem essa. A divida do governo mineiro com o Instituto começa com o ex-governador Azeredo e passa pelo governo Itamar.
Diz o governo que o estado deve pouco mais de 600 milhões de reais ao IPSEMG. E que se dispõe a "pagar" esta dívida, assumindo o ônus dos precatórios devidos pela instituição. A versão dos servidores é outra: a dívida do estado chega a cerca de 1,8 bilhão de reais. Não cabe ao estado congelar uma dívida, quando já há decisão de cobrança de juros sobre a mesma. Servidores reivindicam a quitação dessa dívida e se comprometem a pagar seus passivos, expressos nos precatórios.
O deputado Carlim Moura (PCdoB) questiona o artifício de o Estado querer "transferir" o pagamento de uma dívida para si, sem quitar o que de fato deve ao IPSEMG.
Adelmo Leão (PT) exige o seguinte esclarecimento: o que é devido pela instituição, mas que eventualmente pode ter tido origem em erros no estado? E por que o governo não paga diretamente à entidade, sem fazer a "mágica" do PLC?
Antônio Júlio (PMDB) cobra a definição sobre o montante da dívida do estado para com entidade: afinal, são 600 mi ou 1,8 bi de reais?
Sávio Souza Cruz (PMDB) esclarece: enquanto foi secretário do governo Itamar, a contribuição dos servidores era rigorosamente repassada aos cofres do IPSEMG. E que o calote iniciado no governo Azeredo foi interrrompido em sua gestão no governo Itamar. Ele não responde pelo que aconteceu quando retornou à ALMG.
O fato concreto é o seguinte: o governo do tucano Azeredo se apropriou indevidademnte de dinheiro dos servidores. Ele era o guardião legal de recursos de terceiros e se desfez desses recursos, jogando-os no caixa único do Tesouro, gastando-os sem ter autorização para isso. Foi depositário infiel. Sabe-se que há duas hipóteses de prisão por dívida no direito brasileiro: por falta de pagamento de pensão alimentícia ou por ser depositário infiel.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
"Vacina" tucana em MG
Em tempos de vacinação contra a gripe A, vemos hoje na imprensa mineira uma "vacina" estampada na forma de injeção preventiva (EM 12/03). É que o governo quer dividir, genericamente, com o poder legislativo estadual a responsabilidade pela não implementação do compromisso de pagar um prêmio de produtividade, prometido às vésperas do natal de 2009, pelo tucano Aécio Neves.
Entenda o caso: o então governador Aécio prometeu um prêmio de produtividade de até 200%, a ser pago em 2010, caso as metas com resultados, pactuadas com os servidores, fossem alcançadas. Agora, os representantes do governo na ALMG dizem que foi a atenção exclusiva ao "projeto do aumento" que teria prejudicado a tramitação da proposta em relação ao apetitoso prêmio de produtividade.
Outro tucano de alta plumagem, deputado Lafayette Andrada, relator do projeto na Comissão de Fiscalização Financeira, culpa o deputado Sargento Rodrigues pela retirada da proposta de pauta, pois o mesmo queria incluir os militares. Ao mesmo tempo, o tucano diz que o projeto "está suspenso", e que o governo estaria reavaliando se "aumenta ou não o benefício". Só que não há, no regimento da ALMG, a figura do projeto suspenso. O relator tucano, Lafayette Andrada, o retirou de pauta em 3 de março, e só no dia 9 de março o deputado Sargento Rodrigues pediu uma audiência pública para discutir a extensão da proposta aos militares. Isso é prova cabal que o parlamento mineiro não tem independência frente ao Executivo.
Já o secretário de governo, Danilo de Castro, afirma que o "aumento do prêmio seria um benefício, se não tivesse vindo ao aumento de salários" (sic). Ou seja, o abono seria substitutivo ao aumento de salário. A falácia do Choque de Gestão é desmascarada: iam usar o prêmio de produtividade, como um abono eleitoreiro. Castro atribui ainda à secretaria Renata Vilhena a "ordem para segurar o projeto". Esta não retornou as ligações da reportagem.
Enfim, no jogo de "empurra-empurra" saem os servidores prejudicadose e a imagem do governo Anastasia/Aécio desvelada: prometem, não cumprem e depois não assumem suas responsabiliades. Geram uma expectativa e depois aparecem com desculpas esfarrapadas. Propaganda enganosa.
terça-feira, 6 de abril de 2010
PAC: fatos desmentem jornal
O assessor de imprensa da Casa Civil da Presidência, Renato Hoffman, enviou carta desmentindo a análise do jornal Folha de São Paulo, sobre o PAC:
"Encaminhamos informações oficiais sobre o Programa de Aceleração do Crescimento. Com isto, esperamos contribuir para evitar erros como os que ocorreram nas últimas reportagens e no editorial deste jornal, na semana passada.
Somando os investimentos em obras concluídas e em andamento, o governo federal executou 63,3% dos R$ 638 bilhões previstos no PAC para o período 2007-2010, ou R$ 403,8 bilhões. O percentual de ações concluídas é de 40,3%, ou R$ 256,9 bilhões. A parcela do investimento público (OGU e estatais) no PIB subiu de 1,6% para 2,9%, entre 2006 e 2009 (dados até 31/12).
Em valor, 69% dos empreendimentos do PAC 2 são novos. Apenas 31% das ações integram o PAC 1 e sua conclusão já estava prevista para depois de 2010. Todas as obras com previsão de conclusão até 2010 não estão incluídas no PAC 2.
Ao contrário do que afirma a Folha, os investimentos em drenagem urbana e contenção de encostas do PAC 2 nada tem de "apelo eleitoral". Eles se justificam diante das cenas de calamidade pública nas metrópoles, a cada chuvarada, estampadas por todos os jornais.
O novo agrupamento do PAC 2 em seis eixos tem por objetivo favorecer o acompanhamento e o controle social sobre o programa. 5. Em relação à coluna de Fernando Canzian (Brasil, 30/3), o jornalista acessou a página do PAC e não viu no menu o item Relatórios, à esquerda do item Publicidade que tanto chamou sua atenção. Para ajudá-lo, segue um resumo das ações concluídas até dezembro de 2009: Logística - R$ 40,5 bilhões; Geração de Energia Elétrica -R$ 13,6 bilhões; Transmissão de Energia Elétrica -5,1 bilhões; Petróleo, Gás Natural e Combustíveis renováveis - R$ 53,7 bilhões; Social e Urbano - R$ 144 bilhões."
Assinar:
Postagens (Atom)




